Dissemos ontem que a Política como ciência continha em si o rigor do
método- método científico – entenda-se.
Podemos
então inferir que a sua dinâmica está sempre a evoluir e por tal questão, se
pode afirmar a sua efemeridade.
Dentro
desta linha de pensamento, os conceitos, podem evoluir e/ou, até mesmo, face às
conclusões desaparecer.
Quer
isto dizer que, a linha ideológica pode ter sido tão afectada que, deixou de
fazer sentido, frustrando em muito os seus seguidores.
Todos
nós sabemos que existem modelos e fontes.
Por
razões de progresso e/ou constatação de inaplicabilidade (ajustamento ao
pensamento corrente a nível global nas diversas sociedades, percursor de melhor
qualidade de vida e sustentabilidade para as populações) podem ser postas em
causa correntes ideológicas que marcaram historicamente a Humanidade.
Alguns
exemplos podem ser alvo de contestação, mas no seu sentido puro e teórico não
fazem sentido nos dias de hoje, entre outros: - marxismo, ditaduras
do proletariado etc.
Todavia,
não devem deixar de ser estudados para em Liberdade e Democracia terem os seus
seguidores.
O
actual desencanto das sociedades, o absentismo, e a falta de credibilidade
política estão a promover o aparecimento de movimentos independentes, fora das
chamadas organizações partidárias.
Trata-se
da opção ideológica diferente e discordante, com as directrizes que, os partidos
seguem e na qual muitos não se revêm ou identificam.
Ou
seja hoje, é urgente rever conceitos e práxis (conjunto do conhecimento teórico
e prático – não empírico-) para adaptar às novas realidades as mudanças
necessárias ao curso dos tempos modernos.
Neste
sentido, a política tem de ser dinâmica e consonante com o desenvolvimento e
progresso das Sociedades.
Digamos
que é fundamental passar do abstracto ao concreto e definir muito bem o que
apontamos ao futuro.
Não
é despiciente para que se operem tais desenvolvimentos, os princípios dos
sistemas económicos que assentam no mercado, e a sua evolução.
A
mudança gradual e qualitativa no trabalho – uso da energia humana na produção
de bens com utilidade para a comunidade tendo a compensação salarial adequada –
e, a revisão da designação de emprego que é em si mesmo ou deveria ser o espaço
físico onde se desenvolve o trabalho.
A
terminar por hoje, gostava de lhes deixar a noção de utilidade, porque não
prevê na produção, os bens que se acumulam no stock em armazéns, nem satisfazem
a Oferta e Procura.
Na
sequência, irei em próximos textos, esmiuçar estas matérias e desenvolver
dentro da Ciência Política alguns modelos que não só convido para a vossa
reflexão como comentário.
Raúl Duarte











