sábado, 29 de abril de 2017

ALGUNS CONCEITOS SOBRE POLÍTICA





Dissemos ontem que a Política como ciência continha em si o rigor do método- método científico – entenda-se.


     Podemos então inferir que a sua dinâmica está sempre a evoluir e por tal questão, se pode afirmar a sua efemeridade.


Dentro desta linha de pensamento, os conceitos, podem evoluir e/ou, até mesmo, face às conclusões desaparecer.
Quer isto dizer que, a linha ideológica pode ter sido tão afectada que, deixou de fazer sentido, frustrando em muito os seus seguidores.
Todos nós sabemos que existem modelos e fontes.
Por razões de progresso e/ou constatação de inaplicabilidade (ajustamento ao pensamento corrente a nível global nas diversas sociedades, percursor de melhor qualidade de vida e sustentabilidade para as populações) podem ser postas em causa correntes ideológicas que marcaram historicamente a Humanidade.
Alguns exemplos podem ser alvo de contestação, mas no seu sentido puro e teórico não fazem sentido nos dias de hoje, entre outros: - marxismo, ditaduras do proletariado etc.
Todavia, não devem deixar de ser estudados para em Liberdade e Democracia terem os seus seguidores.
O actual desencanto das sociedades, o absentismo, e a falta de credibilidade política estão a promover o aparecimento de movimentos independentes, fora das chamadas organizações partidárias.
Trata-se da opção ideológica diferente e discordante, com as directrizes que, os partidos seguem e na qual muitos não se revêm ou identificam.
Ou seja hoje, é urgente rever conceitos e práxis (conjunto do conhecimento teórico e prático – não empírico-) para adaptar às novas realidades as mudanças necessárias ao curso dos tempos modernos.
Neste sentido, a política tem de ser dinâmica e consonante com o desenvolvimento e progresso das Sociedades.
Digamos que é fundamental passar do abstracto ao concreto e definir muito bem o que apontamos ao futuro.
Não é despiciente para que se operem tais desenvolvimentos, os princípios dos sistemas económicos que assentam no mercado, e a sua evolução.
A mudança gradual e qualitativa no trabalho – uso da energia humana na produção de bens com utilidade para a comunidade tendo a compensação salarial adequada – e, a revisão da designação de emprego que é em si mesmo ou deveria ser o espaço físico onde se desenvolve o trabalho.
A terminar por hoje, gostava de lhes deixar a noção de utilidade, porque não prevê na produção, os bens que se acumulam no stock em armazéns, nem satisfazem a Oferta e Procura.
Na sequência, irei em próximos textos, esmiuçar estas matérias e desenvolver dentro da Ciência Política alguns modelos que não só convido para a vossa reflexão como comentário.

Raúl Duarte






sexta-feira, 28 de abril de 2017

TUDO SERÁ POLÍTICA?







O Ser humano é um “animal político” segundo alguns pensadores e Filósofos


Aristóteles – Filosofo Grego – afirmava que todos os atos do Homem eram políticos!


À luz da visão Aristotélica, nada obsto à afirmação, porque ao tempo, se olhava a política pela corrente da Ética e da Felicidade do ser humano.
 Diga-se que na altura o que importava era o “SER” na sua essência.
Se dermos um salto no tempo, até aos dias que hoje correm, facilmente nos apercebemos da evolução dos conceitos e dos novos rumos ideológicos que a ciência política nos leva a concluir.
Tal como afirmava nas lições de “Direito Romano”- [Sebastião Cruz- Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra] “ todas as definições são perigosas”!
Para definir, é necessário que a ciência o comprove e o método científico o demonstre.
Ora voltando à pergunta se tudo será um ato político ou política, somos forçados a chegar à conclusão que de facto a resposta é negativa. Não, nem tudo é política num exemplo simples, quando manifesto a necessidade de beber água por sede, estou a tentar satisfazer uma necessidade comum aos seres humanos e como tal a política está posta de fora. Mas, o mesmo já não acontece com os meios de obtenção e utilização da água que dependem de políticas.
Não desejando filosofar, o que de facto acontece é que, consoante os interesses e correntes de pensamento, vamos assistindo, à conveniência.
Ou seja, o que hoje se diz ser um ato político, pode em determinado momento ser tido como político para defesa de um ponto de vista e precisamente o inverso quando o mesmo possa ser posto em causa por uma corrente de pensamento diferente.
Esta forma de agir, para além de incoerente, remete-nos para uma acentuada descredibilização dos políticos e, mais grave, leva a crer que se discute política sem saber o que é.
Na minha modestíssima opinião, creio que de uma forma generalizada todos se convenceram da “sua” profundidade de conhecimentos. Numa palavra, corremos o risco, se assim é, de penetrar no domínio da especulação, e de acreditar que o saber se toma por “osmose” o que de todo não é verdade.
É sabido que a “ignorância é atrevida” mas, como o saber e conhecimento só se adquirem estudando e experienciando, e porque tudo não é de facto política gostava de vos deixar a reflexão e manifestem a opinião dentro do saber para todos juntos podermos fazer Política por forma a servir a Humanidade.

Raúl Duarte

quinta-feira, 27 de abril de 2017

SOBRE AS FAMÍLIAS

     18 MEDIDAS PARA AS FAMÍLIAS


Desde os primeiros pensadores, percursores da “arte de governar a Polis – Política - “ que, se procurou através do diálogo estabelecer as regras para essa arte.


O “Pater inter famílias” promovia junto do elo mais pequeno da “civitas” a defesa das famílias criando as “regles ” - (normas de direito ou regulamentação), necessárias ao seu bem-estar.


É com muito gosto e interesse que damos nota das medidas (18) aprovadas pelo Município do Concelho onde vivo e que se dão aqui completamente reproduzidas para conhecimento e uso de todos.

                                                                                 Raúl Duarte



quarta-feira, 26 de abril de 2017

ESQUERDA - DIREITA - UM – DOIS…






Existem, críticas fundamentadas ​​sobre a "simples - redução" da política a um "Eixo - esquerda-direita".


Alguns politólogos, admitem mesmo que as classificações de "esquerda" e "direita" perderam o seu significado no mundo Moderno. 


“Esquerda" e "direita" surgiram na  Revolução Francesa de 1789, e no Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiram em partidários do Rei, à direita, e simpatizantes da Revolução à esquerda. 
Os tempos mudaram e não faz sentido nos dias de hoje, manter essa distinção dado o hiato no tempo, e a carga pejorativa que na relação de significância se acentuava.
A democracia agora implantada e bem reclamada constitucionalmente, a meu ver, não estabelece de facto essa separação.
Por outra perspetiva,  como linhas à volta da divisão entre direita e esquerda aceitamos, primeiro, o setor político, o passado, o status quo, a livre empresa e os EUA; segundo orientação ideológica, o futuro, a mudança, a intervenção do Estado na economia e a URSS.”  . A direita, assim sendo, mais conservadora e mais contínua nas suas ideias; a esquerda permissiva à descontinuidade.
Ora mudados os tempos e as vontades, derrubado o “ Muro de Berlim” conhecida a Perestroika e pessoalizando a “Carta dos Direitos do Homem” e as Constituições, a “Direita e Esquerda” perderam o seu real significado e assumiram mesmo, uma carga conotativa que pode assumir e materializar-se na «provocação e insulto».
A inteligência e o rigor científico, na modernidade enveredam muito mais pelos fatores doutrinários filosófico-ideológicos do que por conceitos ultrapassados e passadistas.
Que sentido faz divergir das “alcunhas” Esquerdista e Direitista” quando por trás está um empirismo, um comunismo extinto e a memória de tempos passados.
Todo o ser Humano é pessoa livre, nas suas escolhas, opções e credos!
É legítimo perguntar Qual esquerda? Qual Direita!


Raúl Duarte



 


SESSÕES SOLENES DO 25 DE ABRIL







É FUNDAMENTAL


Passados 43 anos sobre a revolução dos cravos, é fundamental incentivar os  mais Jovens a aceitarem os ideais de Abril. 

Porém, não é com discursos passadistas,e eivados de conservadorismo que se leva a "carta a Garcia".



Os tempos mudaram, as liberdades foram implantadas e consolidadas.
A grande maioria das gerações Jovens, não viveu na sociedade fechada, onde, o conceito de Liberdade e Democracia se tinham de conquistar.
A sua vida, está por isso, assente noutros valores e
cabe aos mais velhos, apontar caminhos para aprofundar e sustentar os valores fundamentais em Sociedade.
Estes, constituem o grande desafio do Presente para a consciencialização das pessoas e para uma Comunidade melhor. 

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SELOS&STAMPS International