Existem, críticas fundamentadas sobre a "simples - redução"
da política a um "Eixo -
esquerda-direita".
Alguns politólogos, admitem mesmo que as classificações de
"esquerda" e "direita" perderam o seu significado no mundo
Moderno.
Os tempos mudaram e não faz
sentido nos dias de hoje, manter essa distinção dado o hiato no tempo, e a
carga pejorativa que na relação de significância se acentuava.
A democracia agora
implantada e bem reclamada constitucionalmente, a meu ver, não estabelece de
facto essa separação.
Por outra perspetiva, como linhas à volta da divisão entre direita
e esquerda aceitamos, primeiro, o setor político, o passado, o status quo,
a livre empresa e os EUA; segundo orientação ideológica, o futuro, a mudança, a
intervenção do Estado na economia e a URSS.” . A direita, assim sendo, mais conservadora e mais contínua nas suas
ideias; a esquerda permissiva à descontinuidade.
Ora mudados os tempos e as vontades, derrubado
o “ Muro de Berlim” conhecida a Perestroika e pessoalizando a “Carta dos
Direitos do Homem” e as Constituições, a “Direita e Esquerda” perderam o seu
real significado e assumiram mesmo, uma carga conotativa que pode assumir e materializar-se
na «provocação e insulto».
A inteligência e o rigor científico, na
modernidade enveredam muito mais pelos fatores doutrinários
filosófico-ideológicos do que por conceitos ultrapassados e passadistas.
Que sentido faz divergir das “alcunhas”
Esquerdista e Direitista” quando por trás está um empirismo, um comunismo
extinto e a memória de tempos passados.
Todo o ser Humano é pessoa livre, nas suas
escolhas, opções e credos!
É legítimo perguntar Qual esquerda? Qual
Direita!
Raúl Duarte
Sem comentários:
Enviar um comentário